sexta-feira, 23 de maio de 2014

Paris dos Pequenitos II

Passeios do dia: um museu, muitos jogos de rua, outros tantos para levar para casa de uma loja de brinquedos e todos os bolos que é possível comer numa padaria de sonho.



    




- Livraria e loja do Centre Pompidou

        

       



. Nas margens do Sena, entre a Pont de la Concorde e a Pont Solférino, há labirintos, macacas, quebra-cabeças e animais, entre muitos outros jogos, pintados no chão. (Quero isto em Lisboa, na zona ribeirinha!)

       

        




. L'oiseau de paradis, loja de brinquedos na Boulevard Saint Germain

        

       



. Du Pain et des Idées, padaria na esquina onde a Rue de Marseille se encontra com a Rue Yves Toudic: são daqui os melhores bolos e o melhor pão que comemos nos últimos tempos (e é daqui o pequeno-almoço do nosso hotel)

       


Recuperámos rapidamente todas as calorias que gastámos nos passeios. Em Paris, sê gaulês. PIM!

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Paris dos pequenitos.

Mesmo à frente do nosso hotel, Le Citizen, fica a Artazart, uma bela livraria onde encontrei a versão francesa de O que há, livro da Isabel Minhós Martins e da Madalena Matoso (ed. Planeta Tangerina). Fiquei feliz. E orgulhosa. Lembrei-me imediatamente daquela história que conta o Eduardo Lourenço: parece que, quando os portugueses começaram a descobrir e conquistar o mundo, chegaram a um sítio longínquo e exótico e exclamaram "Muito bonito! Faz lembrar o Minho." Está-nos no sangue. Também eu, no meio de tantos livros desconhecidos, procurei o que me está mais próximo. E encontrei.

                      


                          

             

Parece-me que já sei por onde vou passar todas as manhãs. A caminho de lojas assim:

              

O Centre Commercial Kids é de perder a cabeça. 

              

             

                  

             


Bom foi também ter encontrado o Babar na rua, ali para os lados de Notre Dame. Fiquei tão nervosa que a fotografia até saiu desfocada. Mas, Babar, "we'll always have Paris". PIM!

                                                                      



quarta-feira, 21 de maio de 2014

I am packing.

Sempre que me ponho a arrumar ou embalar seja o que for, sobretudo roupas e livros, a frase que me ocorre de imediato é o início de um famoso texto de Walter Benjamin:

I am unpacking my library. Yes, I am.

E continua ele: "The books are not yet on the shelves, not yet touched by the mild boredom of order."

The mild boredom of order. É exactamente o que sinto quando tento fazer uma mala. Quando se parte, o packing é tão dramático e vão quanto o unpacking. Sobretudo com este tempo. Como posso eu estabelecer uma ordem se não sei se vou ter frio ou calor, se vai ou não realmente chover? E se naquele dia, ao acordar, me apetecer vestir o casaco que ficou algures num canto lá de casa, aquele casaco que eu levei não sei para onde e que uso na fotografia onde pareço feliz e confortável e tranquila, aquele meu casaco de que preciso agora e que deixei lá, em casa, abandonado, sem corpo dentro? 

O mesmo se passa com os livros: levo este e aquele, mas já sei que, se vou ler este, preciso também daqueloutro. E vou querer poemas, poemas do António Franco Alexandre, por exemplo. Como este, de Duende (ed. Assírio):



É o que falta que fala, dizia-me muitas vezes o Manuel António Pina. Nos próximos dias, vou completar o álbum que me coube em sorte: vou ver paris contigo dentro.

Por agora, distraio a expectativa, fazendo as malas: as nossas e a do M., que ficará com a Avó. Roupa quente e T-shirts, botas e sandálias. A meteorologia não está a colaborar: tenho que deixar tudo. E deixo-lhes, ao M. e à Avó, também um livro: O rei vai à caça, da Adélia Carvalho e da Marta Madureira. 





Casaco de malha Zara (aqui). Livro O rei vai à caça (ed. Tcharan). 
Sweat raposa H&M. Sweat zebras You na Piri-Piri. 
Camisa xadrez Lego na Boozt. Pijama elefantes Smafolk na Favourite Things. 
Cabide Zara Home Kids. Macacão de ganga H&M.



De quem tem uma livraria como a Papa-Livros e uma editora como a Tcharan espera-se o melhor, bem sei. E o melhor está também aqui neste livro, que o M. adora. Até consegue seguir a história, contada pela Adélia em breves frases (sonho aprender um dia a contar tanto com tão pouco) porque, na verdade, mais palavras só atrapalhariam: os pequenos leitores, as birras do rei e a coragem dos elefantes.






Como não levar para todo o lado este rei pateta que vai perdendo penas, tamanho e atitude, até cair no ridículo da lama?



E estes elefantes (dois deles, mãe e filho), que se imprimem com mãos e afectos no nosso coração e na nossa imaginação, à medida que vão conquistando sabedoria, tamanho e textura?



E bom é ainda o facto de, podendo ser esta uma história com moral, em vez da grande lição final, que tudo esgota, se transferir para quem lê a possibilidade de ajuizar e de se rir de um rei tão importante que até lhe caíram os parentes na lama. E a espingarda. E os súbditos, que, lá bem para o fim, estão com um daqueles ares de desprezo que nenhum rei com birras aguenta.



As malas esperam-me. I must pack. I shoud be packing. Até já. PIM!

T-shirt Zara (aqui)

terça-feira, 20 de maio de 2014

Ainda a tempo do Dia da Mãe.





Primeiro presente do Dia da Mãe criado na creche. Vinha com uma pequena rosa. 


Procura a rosa.
Onde ela estiver
estás tu fora
de ti. (...)



Já tem umas semanas, mas fica bem na minha secretária, ao lado dos meus poemas preferidos. Como este, do Jorge Sousa Braga.