segunda-feira, 16 de junho de 2014

O fim das primeiras férias deste Verão.

Em 7 dias, passei de "mamã" a "mãe". Ou melhor, para

"maaaaaaaaaaaããããeeeeeeee",
"maaaaaaaaaaaããããeeeeeeee", 
"maaaaaaaaaaaããããeeeeeeee". 

Uma mãe prolongada, que se deseja repetir. Como as nossas primeiras férias deste Verão.

Não sei se foi por o M. ter descoberto que, afinal, nada se esconde dentro das conchas e, por isso, tudo pode lá caber.




Ou se foi por se ter tornado, com o consentimento - e a protecção - da
"maaaaaaaaaaaããããeeeeeeee", 
"maaaaaaaaaaaããããeeeeeeee", 
"maaaaaaaaaaaããããeeeeeeee", 
leitor da Anne Sexton 
("Ó mãe,/ depois deste colo de infância/ nunca irei avançar/ para o mundo das pessoas grandes/ como um estranho/ uma invenção (...)").



Chapéu Many Months na Organii Bebé. T-shirt Led Zeppelin H&M.
Calções de banho Bonpoint. Toalha de praia Bimba Y Lola.


Provavelmente uma coisa (as conchas cheias de tão vazias) não é muito diferente da outra (os poemas da Anne Sexton). PIM!


Anne Sexton - Versões de Maria Sousa, ed. do lado esquerdo.
Outros poemas de Anne Sexton, traduzidos por Jorge Sousa Braga, aqui.
Clutch com palmeiras More Is Better (aqui).

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Algarve 2014. Dias 2, 3 e 4.

Temos acesso lento e arcaico à Internet. O que me recorda uma crónica do Nuno Costa Santos sobre o direito ao silêncio. Acrescentaria o direito de nos esquecermos. E o direito de nos dedicarmos a inutilidades. Coisas que só me aconteciam quando tinha mais ou menos o tamanho do M. e uma total indiferença ao tempo, à sua passagem. Ser mãe equivale a viver uma segunda infância, a tal segunda e mais perigosa inocência nietzschiana sobre a qual tanto falava o Manuel António Pina. Por causa do M., o iPad não teve ainda licença para sair da gaveta; o telefone fica desligado e esquecido no meio da relva; e eu tenho desculpa para tudo e todos - até para mim mesma. 

Eis as coisas inúteis a que nos temos vindo a dedicar nos últimos dias. Algumas são pequenos milagres dos quais nos esqueceremos em breve.

Como estas cerejas, compradas no supermercado O Corvo, em Castro Marim, onde se encontra fruta portuguesa - maravilhosa.



Somos cinco, como as cerejas, e ontem comemos dois quilos delas. O M. já sabe dizer "cereja". Ficou viciado. De tal forma que hoje, na praia, se agarrou ao meu colar, anunciou "cerejas!" e trincou-o. Um caso sério, libertar-me...



Também já sabe dizer "areia" e "passadeira". Na verdade, repete tudo o que nós dizemos. E faz tudo o que fazemos. (O que nem sempre é recomendável.) 




Escolher os calções de praia é outro dos novos passatempos do M.. Gosta dos que têm tubarões.

Calções GAP, comprados em Paris.

Calções Knot. Almofada Caia. Toalha Bimba Y Lola.

No entanto, nem todos os dias têm sido de Verão. Terça-feira, andámos de camisola. E visitámos o Faísca e o Mate em Tavira.

Camisola Ralph Lauren.




Cá em casa, o Faísca chama-se "Iscas". Com elas e com eles. PIM!

domingo, 8 de junho de 2014

Algarve 2014. Dia 1.

Morreu uma árvore durante o Inverno. O M. não chegou a nomeá-la. Disse-lhe: sombra.


Há novos frutos. Frutos por comer, à nossa espera. O M. conhece agora o lugar das pêras, dos figos, dos pêssegos.





O M. descobriu também que os melhores frutos dificilmente se alcançam. Há que trocá-los por arranhões, fazer algumas feridas na pele. 



Hoje, no entanto, ninguém chorou. PIM!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Jogos matinais.

Gosto de jogos. De jogar. Jogos de tabuleiro, jogos de futebol, jogos de cartas, jogos de amor, jogos de palavras. Jogos. 

Jogos de tabuleiro no quarto dos brinquedos.


Jogos de palavras numa parede de Lisboa.

Contam-se, na minha família, histórias de tetravós e trisavós viciados no jogo. Um deles, em tempos imemoriais, chegou a pagar uma dívida de jogo com a pedra de armas da família. Ficou na penúria. A minha avó contou-me tantas vezes esta história que se foi esbatendo em mim a vontade de jogar. De jogar para ganhar. Porque nunca gostei de perder. E passei a infância a alimentar vitórias. Melhor: passei a infância a assistir ao meu avô a alimentar as minhas vitórias. A criá-las. Era imensamente batoteiro - para me beneficiar. E eu lá ia ganhando crapôs atrás de crapôs. Um dia pedi-lhe para jogarmos a sério, para não me deixar ganhar. E ganhei. Gostei tanto que achei melhor começar a jogar menos. Ou a fingir que me podia tornar uma jogadora distraída, desligada, blasé. Verdade seja dita que, depois da morte do meu avô, o jogo - como a vida - passou a ter menos interesse. Até chegarem as crianças.  

A mais nova das crianças da família, o M., gosta de jogar. E de ganhar. Marca golos e fica à espera do aplauso. Não desperdiça uma oportunidade para sair vitorioso de qualquer situação. Não sei se acho muita graça a isto. Logo se verá. 

Hoje, por exemplo, venceu-me. Todas as manhãs, enquanto tomamos o pequeno-almoço, pede para ir para a varanda. Eu não deixo porque está vento ou chuva ou sol. E ele ainda está de pijama, não dá, não pode ser, espera uns minutos. Hoje venceu-me: descobriu como abrir a porta e, quando dei conta, estava a correr na varanda. A varanda, debaixo de chuva e de vento; ele, debaixo de chuva e de vento.

Trouxe-o para dentro. Berrou e espirrou que se fartou. Resolvi pôr uma música do Peter Broderick que tinha recuperado há dias (não ouvia Peter Broderick há longos meses...) por causa de um post que o Ricardo Mariano tinha partilhado no Facebook: Games again. O M. pôs-se a praticar a sua dança-pêndulo, já aqui descrita. Acalmou-se. Mal sabia ele que ainda estávamos em jogo: "We're playing card games/ Till some dawn/ We're playing heart games/ Please, please, please, please play along."

Hoje à noite, noutras partidas, citarei esta canção. Vou apresentar o livro Todas as cartas de amor, do Paulo José Miranda. Tem desenhos da Mariana a Miserável e é editado pela Abysmo. A festa desta noite não será para crianças. Mas será sobre o amor (e sobre a ausência). E será feita com amor. Direi, às tantas, que, apesar de não haver nada que lhe seja comparável, se não se for cauteloso, o amor de mãe pode ser aniquilador - esse amor que marca peles com tinta desde tempos imemoriais. Mesmo em quem recusa expressamente a tatuagem. PIM!



quinta-feira, 5 de junho de 2014

O pirata.

Podia adoptar a pose da criatura indiferente, para quem o "é a vida, o que é que se há-de fazer" serve para tudo, até para viver, mas confesso que me custa que os meus sobrinhos, quase todos, parece-me, tenham mais afinidades com números do que com letras. Uma letra é uma coisa ("as palavras são coisas", defendia o Manuel António Pina) infinita. Muito mais do que um número. Falo com o coração, como é óbvio; a razão interessa-me menos. Como os números, aliás. Os números assinalam os dias, ajudam-nos a compreender e aceitar que o tempo passa, dão-nos quantidades. Atenção: eu gosto de matemática e de "desmatemática", para regressar ao M. A. Pina; gosto de equações e de problemas. Que não se ofendam os matemáticos com as minhas singelas declarações. Porém, as minhas medidas são as da qualidade e ofereço resistência à passagem do tempo. A concepção da temporalidade que me importa assume a forma de um círculo e não de uma linha. Por isso, aquilo de que gosto mesmo é de histórias que não têm princípio, meio e sobretudo fim. Por isso, aquilo que me fascina é o momento - fora do tempo - em que me escapa a solução. Por isso, aquilo de que gosto é de poesia. O que é o mesmo que afirmar que gosto de possibilidades. E de livros que não se encerram, nem nos encerram. Gosto de livros assim:





Já aqui falei do belíssimo Hoje Sinto-me..., de Madalena Moniz, editado pela Orfeu Negro. Chamei-lhe um abecedário de coisas, sentimentos e sentidos. Nele, parte-se das letras do abecedário para se chegar a uma palavra para se chegar a um desenho. Mas nem a palavra nem os desenhos se apresentam como destinos, como finalidades, como soluções. São novos pontos de partida - belíssimos, comoventes, emocionantes - para construirmos mais: significados, histórias... Estamos no território instável do infinito - e os únicos limites que enfrentamos são os da nossa própria linguagem, os da nossa própria imaginação e os dos nossos próprios sonhos.

Esta "lição" aprendi-a (e continuo a aprendê-la) com quem nunca ma quis dar. Com quem nunca apreciou realmente uma "lição" e, no entanto, sempre foi mestre. Dou alguns exemplos: o Álvaro Magalhães, o João Paulo Cotrim, o Pina, que passou a tarde de ontem comigo e com o meu sobrinho F..

O F. tem que apresentar um trabalho sobre Os Piratas, livro de 1986. Protagonizado por um rapaz de 8 anos, o Manuel, conta uma história em que a realidade se confunde com o sonho, o passado com o presente, o eu com o outro. Nada é definitivo e nada se pode afirmar com absoluta certeza. Uma autêntica aventura piniana, com possibilidades infinitas de leitura.

A mais recente edição d'Os Piratas (Asa), já esgotada, nas mãos do F.

Passei a tarde entusiasmada a partilhar a biografia, a bibliografia, as histórias do Pina com o F.. E os temas da obra, as obsessões, os modos de contar, etc, etc... O F. insistia: "Mas não estou a perceber bem o que aconteceu no fim.". E eu repetia: "Isso não interessa." E ele defendia-se: "Interessa, sim! Vou ter que convencer os meus amigos a lerem o livro!" 

É o objectivo do trabalho: "convencer". O "objectivo"... Tenho mais medo disso do que do escuro... E tenho uma enorme dificuldade em perceber como conseguem os miúdos (muitos deles) passar horas agarrados à Playstation e ao iPad e não conseguem concentrar-se a ler um livro de aventuras. Talvez porque o jogo tem um "objectivo" - que se cumpre ou que se falha. E mais hipóteses não há. Estamos a ficar formatados para o fim, agora que o ultrapassámos a grande velocidade. Qualquer dia nem a morte tememos.

A minha amiga Filipa Leal costuma dizer que os nossos tempos se caracterizam por uma enorme crise da imaginação. Conseguimos acreditar no absurdo, mas só se o contexto for o do humor (e a Filipa conta, neste momento, a anedota da formiguinha e do elefante no cinema). Ora, esta obsessão pelo riso, pelo humor, tem também a ver com o medo. A frase é de Bataille (e eu recebi-a via Pina): "Ris-te porque tens medo". Temos medo, sim, da ausência de um fim - certo e contabilizável. E eu tenho medo que os meus sobrinhos tenham medo disso mesmo. Gostava que apreciassem as coisas inúteis da vida - como a poesia, a literatura, que é também jogo, mas livre. É, pois, natural que me tenha rido à gargalhada quando o Francisco, ao reler comigo o último capítulo d'Os Piratas (misterioso, intrigante, tão bom e desafiante que me lembrei dos livros da Ana Teresa Pereira, os que escreveu "para" adultos, claro), se saiu com esta: "Tia, tens a certeza de que não há um Piratas Parte II?!".

Chamei-lhe pirata. Estava a pilhar a minha imaginação. E a minha fé. Estava a impôr-me um fim. PIM!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Dança até chegares ao fim do dia.

Nos tempos em que mandava eu na minha agenda, costumava ir jantar uma vez por mês com três amigas. Éramos cúmplices na degustação de iguarias japonesas, no cumprimento natural do velho "erguer cedo, mesmo que não te tenhas deitado cedo, dá pouca saúde, mas pode fazer uma ideia crescer" e na invenção de "projectos", textos e trabalhinhos afins. Num desses jantares, bebemos saké (em vários, é verdade; porém, esse foi o mais eficaz e apreciado saké) e eu inventei aquilo que, entre nós, se passou a designar como "Dead Combo dance". Os Dead Combo são, pela saúde deles, alheios a tais movimentos de corpo, os quais, pela saúde dos leitores deste blogue, são impossíveis de demonstrar com palavras. Garanto-vos que deviam estar agradecidos. A inesquecível "Elaine dance", marco na história de Seinfeld, ao pé da "Dead Combo dance", é coisa de um amadorismo tal que nem devia ser aqui mencionada. Recordemo-la, no entanto:



Uma das amigas que partilhou comigo o momento emocionante em que veio ao mundo a "Dead Combo dance" enviou-me ontem este vídeo, ao qual chamou "Baby Dead Combo":


Dança contemporânea coreografada e dançada por um bebé mais pequeno que o M.. Já experimentámos cá em casa. E, na esteira de qualquer crítico contemporâneo, para não me comprometer assim tanto e manter a distância de segurança, não posso dar mais de três estrelas ao meu filho. A razão? Explora de modo demasiado intenso, quase gratuito, o movimento pêndulo. A coreografia não evolui a partir do momento em que o M. abre as pernas e vai levantando ligeiramente um pé e depois o outro, oscilando o corpo para a esquerda e para a direita. Dez, vinte segundos disto resultariam num instante luminoso e criativo; dez, vinte minutos disto servem apenas para um pai exausto ou uma mãe exausta poderem fazer uma ligeira sesta no sofá, agradecidos, é certo, e no entanto entediados. Três estrelas, caro M.. Toca a trabalhar, a ver filmes que revelam o que andam a fazer os bebés talentosos por esse mundo fora. 

Há que reconhecer, todavia, que o movimento pêndulo proporciona grandes pensamentos e facilita a associação dos mesmos. Enquanto seguia o M. nas suas movimentações pendulares, ocorreu-me não só o tanto que este rapaz tem que aprender até chegar à sofisticação de uma "Dead Combo dance", como também o belíssimo álbum Dançar nas nuvens, de Vanina Starkoff, editado em Portugal pela Kalandraka.




É a história de uma menina que tem um sonho. E que tem também um adulto ao lado, ou seja, a antítese do sonho.



Felizmente, a menina sabe o que é preciso. Para preservar a infância. E os sonhos:


Eu insisto: leiam este livro. Mesmo que depois queiram regressar à realidade.

Surgiu-me ainda outro álbum nos meus pensamentos, enquanto imitava o bebé-pêndulo: Dança quando chegares ao fim, de Richard Zimler e Bernardo Carvalho, uma edição da Caminho. Procurei-o nas estantes. Também o temos cá em casa. Sei que o temos cá em casa. Não o encontrei. Não o encontro (podem espreitá-lo aqui). Às vezes os livros insistem em mudar de estante, de casa. Por alguma misteriosa razão, costumo encontrá-los, passados meses, na fina ranhura que resolveram deixar vazia por uns dias. Provavelmente, o nosso exemplar do Dança quando chegares ao fim achou por bem afastar-se do ainda rudimentar movimento pendular. Está apenas a ser coerente, pois é livro que partilha este conselho:


 Sendo certo que também recomenda isto:


O que significa que me juntarei sempre ao movimento pendular do M.. Ou às criações da Marta Bernardes, que está hoje na Gulbenkian a dar corpo e movimento a sons e palavras com as suas - suas e do José Valente - Fabulosas fábulas da terra de nenhures. Eis o que me contou a Marta sobre esta sua nova aventura pelo desconhecido:

"Fabulosas Fábulas em Terra de Nenhures" é um pequeno momento teatral que mistura a criação de vídeo-animação em tempo real, a partir da manipulação de objectos, com música e sonoplastia criada ao vivo.
A partir de três histórias criadas pelas crianças, é construído um mundo delirante e de enorme plasticidade, de possibilidade insonhada e divertimento: histórias de amizade entre objectos, amores entre criaturas incompatíveis, números extraordinários de circo, encontros na floresta com seres imaginários. Um festim de brincadeira, que é coisa muito séria.

Imagem retirada do FB da Marta.


Reparem bem: "A partir de três histórias criadas pelas crianças, (...) um festim de brincadeira, que é uma coisa muito séria". Hoje, na Gulbenkian. Já começou, aliás. Há sessões ao longo de todo o dia. Façam-se à estrada. A correr. Ou a dançar. PIM!

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Rock noutros rios.

Nunca percebi a razão que levava alguns dos meus amigos e amigas, que foram pais e mães mais cedo do que eu, a confessar um certo carinho pelas segundas-feiras. Inquietava-me aquele "finalmente vou trabalhar", aquela estranha associação da segunda-feira ao silêncio. Compreendo agora, depois do passado fim-de-semana. Hoje, segunda-feira, eu já fiz máquinas de roupa e estendi a dita, já dei o pequeno-almoço ao M., já o vesti e já o enviei para a creche ao colo do P., já fiz centenas de telefonemas - para o banco, para os homens das obras, para o médico, para colaboradores, para amigos, para a minha mãe -, já arrumei a secretária, já escrevi os textos que tinha que escrever e preparo-me agora para ler o que tenho que ler. Não é exactamente silêncio. Porém, ainda estou cheia de energia. Ao contrário do que aconteceu nos dois dias do fim-de-semana: acabei de rastos, a adormecer pelos cantos. Hoje, neste silêncio intermitente, já me apanhei ao espelho: "Finalmente... finalmente... A segunda-feira...".

Como explicar isto se, na verdade, o fim-de-semana foi uma festa? 

Foi uma festa percorrer quatro quilómetros na Tapada de Mafra, ver cavalos, burros, veados, javalis, águias e falcões, espreitar para buracos, subir a troncos de árvores, imitar o comboio sempre que passava por nós, correr e tropeçar em troncos, e fazer um piquenique com os meninos da creche do M. (apesar de me ter caído em cima o peso da incompetência na cozinha quando provei as iguarias levadas pelas outras mães...).


O M. quis fazer o percurso a pé. Mas, por causa do passo lento 
e da curiosidade forte, tivemos que pô-lo no carrinho algumas vezes.

Chapéu Many Months na Organii Bebé. Sweat Zara (aqui).
Jeans H&M. Ténis Bobux na Organii Bebé. 

Carrinho Quinny Zapp Extra (foi das poucas coisas que comprámos quando nasceu o M.; 
precisávamos de um carrinho que fosse leve e que coubesse no meu Smart). 
Escolhemos, como sempre, o encarnado, apelidado, muito apropriadamente, de Rebel Red. 







Podia tentar acrescentar mais sobre o passeio, mas este O menino e o mundo, de Alê Abreu (encontrado aqui, durante o fim-de-semana, no fabuloso Garatujas Fantásticas), é mais eloquente e expressivo do que eu quando se trata de descrever o modo como as crianças descobrem outros lugares.



Neste dia, eu e o M. adormecemos no carro, na viagem de regresso da Tapada de Mafra. Foi difícil voltar a aterrar na cidade. A festa continuou no domingo: primeira-comunhão do A. e almoço em casa da Tia F e do Tio M.; anos do Avô X. e da Tia I. e lanche em casa dos primos Z., P. e I.. Com direito a concerto do M. e do J.. A cada um o seu Rock in Rio. PIM!


domingo, 1 de junho de 2014

Dia da Criança.

Se está muito aflito, muito incomodado, o M. procura as minhas mãos. Às vezes, adormece de mão dada comigo. Quando está doente, fica sem fome, mas almoça se lhe der a mão (e o chão da casa cada vez mais sujo, sim...). Ficamos de mãos dadas para que se acalme. Mal ele sabe o quanto isso me conforta também a mim.