segunda-feira, 2 de junho de 2014

Rock noutros rios.

Nunca percebi a razão que levava alguns dos meus amigos e amigas, que foram pais e mães mais cedo do que eu, a confessar um certo carinho pelas segundas-feiras. Inquietava-me aquele "finalmente vou trabalhar", aquela estranha associação da segunda-feira ao silêncio. Compreendo agora, depois do passado fim-de-semana. Hoje, segunda-feira, eu já fiz máquinas de roupa e estendi a dita, já dei o pequeno-almoço ao M., já o vesti e já o enviei para a creche ao colo do P., já fiz centenas de telefonemas - para o banco, para os homens das obras, para o médico, para colaboradores, para amigos, para a minha mãe -, já arrumei a secretária, já escrevi os textos que tinha que escrever e preparo-me agora para ler o que tenho que ler. Não é exactamente silêncio. Porém, ainda estou cheia de energia. Ao contrário do que aconteceu nos dois dias do fim-de-semana: acabei de rastos, a adormecer pelos cantos. Hoje, neste silêncio intermitente, já me apanhei ao espelho: "Finalmente... finalmente... A segunda-feira...".

Como explicar isto se, na verdade, o fim-de-semana foi uma festa? 

Foi uma festa percorrer quatro quilómetros na Tapada de Mafra, ver cavalos, burros, veados, javalis, águias e falcões, espreitar para buracos, subir a troncos de árvores, imitar o comboio sempre que passava por nós, correr e tropeçar em troncos, e fazer um piquenique com os meninos da creche do M. (apesar de me ter caído em cima o peso da incompetência na cozinha quando provei as iguarias levadas pelas outras mães...).


O M. quis fazer o percurso a pé. Mas, por causa do passo lento 
e da curiosidade forte, tivemos que pô-lo no carrinho algumas vezes.

Chapéu Many Months na Organii Bebé. Sweat Zara (aqui).
Jeans H&M. Ténis Bobux na Organii Bebé

Carrinho Quinny Zapp Extra (foi das poucas coisas que comprámos quando nasceu o M.; 
precisávamos de um carrinho que fosse leve e que coubesse no meu Smart). 
Escolhemos, como sempre, o encarnado, apelidado, muito apropriadamente, de Rebel Red. 







Podia tentar acrescentar mais sobre o passeio, mas este O menino e o mundo, de Alê Abreu (encontrado aqui, durante o fim-de-semana, no fabuloso Garatujas Fantásticas), é mais eloquente e expressivo do que eu quando se trata de descrever o modo como as crianças descobrem outros lugares.



Neste dia, eu e o M. adormecemos no carro, na viagem de regresso da Tapada de Mafra. Foi difícil voltar a aterrar na cidade. A festa continuou no domingo: primeira-comunhão do A. e almoço em casa da Tia F e do Tio M.; anos do Avô X. e da Tia I. e lanche em casa dos primos Z., P. e I.. Com direito a concerto do M. e do J.. A cada um o seu Rock in Rio. PIM!


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